quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aprendendo e ensinando EJA


Disciplina: Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental
 (Professor Marcos Batinga Ferro)
          Sou acadêmica do curso de Pedagogia da Faculdade São Luís de França, meu estágio do ensino fundamental foi na escola Tancredo Neves, ensinando a alunos da EJA.
Educação de Jovens e Adultos:
Acredito que a educação de jovens e adultos permite ao aluno ingressar e ter acesso, independente da idade na educação, fazendo com que este supere com a transformação da velha situação opressora, e ceda seu lugar a uma nova, de libertação.
São sujeitos que possuem cultura própria e que lutam para superar suas condições precárias de vida que estão na raiz do problema do analfabetismo.
Portanto, a mesma quebra os preconceitos sobre adultos analfabetos, reconhecendo-os como seres produtivos, capazes de raciocinar e resolver seus próprios problemas.
Quando se menciona a historia da EJA, emerge os desafios de alfabetizar e escolarizar pessoas maduras ou idosas de origem rural, que não tiveram oportunidades escolares, ou jovens de origem urbana, cuja trajetória foi malsucedida. Esses dois grupos são constituídos por pessoas de baixa renda e que carregam consigo o estigma de aluno problema.
Atualmente observo que na pratica a realidade e diferente. O professor não tem uma formação diferenciada para atuar com esse adulto, e com o qual não sabe como lidar.
O governo libera um determinado valor para esses aprenderem a ler e escrever, ou seja, não desenvolve a motivação necessária a aprendizagem, não desperta neles o interesse e entusiasmo, não abrindo caminho pra atingir o conhecimento, além do básico.
Para melhoria do ensino se faz necessário conscientizar os alunos de que a alfabetização tem de ter continuidade e não simplesmente assinar e ler o próprio nome.
Essa reflexão faz-se pensar na busca de novas metodologias, adequadas à realidade do educando, não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos predeterminados e que não condizem com o texto.
Cabe salientar que partes dos alunos da EJA não tiveram acesso ou permanência em instituições de ensino como lhes asseguram as leis que regulamentam a educação.
Desta forma, a EJA precisa ser planejada com base na leitura de cada realidade, para que o aluno reescreva sua historia de vida.
Unindo teoria e pratica teremos pessoas mais criativas, criticas, conscientes e transformadoras, contextualizando com sua realidade.
 
“Ensinar alunos da EJA, é uma experiência maravilhosa. Gostei muito, pois cada sorriso de quem aprendeu era um brilho de felicidade em meu olhar.”





                                                                                      Jérsica M.S.F. Bispo


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